Shit roles downhill

Antonio Palocci foi o maior expoente do governo Lula. Era o ministro predileto do presidente, o último bastião do chamado “núcleo duro”, que além do próprio era formado por José Dirceu e Luiz Gushiken. Em suas funções o ex-ministro foi um homem exemplar. Levou até às últimas conseqüências a defesa da economia contra os arroubos populistas do PT. Sua queda era desejada por muitos: inimigos e amigos. Era algo esperado.
O que impressiona foram as circunstâncias de sua queda. Palocci mostrou que, além de grande ministro, é um grande mentiroso. Um mestre da falácia, um artífice da persuasão falsa. Homem de bons modos, educado e de uma lucidez invejável, o ex-ministro sabia se portar diante das câmeras como poucos. É uma dessas pessoas que são capazes de fazer com que um beduíno acredite que areia é neve. Caso não raro nesse país: vide o perfil dos estelionatários que freqüentam as páginas policiais dos diários brasileiros.
Entremear de lixo a democracia do nosso Brasil parece ser fato corriqueiro para o atual governo. As instituições são sagradas, desde que lhe sirva cordialmente. Do contrário os fins justificam os meios. A lei assegura a todos o sigilo bancário. Assegurava, pois a lei não existe frente a soberba que flui livremente pelos gabinetes donde emana o poder absoluto. Penso nos fatos que não vieram a público. Afinal, se existe sujeira na cozinha o que teremos no porão?
Alguém ainda acredita em uma palavra do agora caído ministro? Sua última mentira foi dizer ao presidente da república que não estava envolvido no caso da quebra do sigilo bancário do caseiro da mansão dos prazeres. Aliás, mentir para o presidente deve ser algo tão fácil como tapar o nariz e respirar pela boca. Afinal de contas, o presidente não teve nenhum conhecimento do Mensalão (ou caixa dois como foi denominado pelo glorioso ministro Thomaz Bastos) enquanto esse transbordava dinheiro do Valerioduto.
É fato incontestável: Palocci foi atingido no âmago quando as declarações bombásticas de Francenildo chegaram ao público. Ele quis imediatamente minar a fala do caseiro. Não se chuta cachorro morto. Se Francenildo foi comprado pela oposição ainda não sabemos. Mas deve existir um fundo doloroso de verdade em sua fala na CPI. Ao menos foi isso que Palocci acabou de nos comprovar.
Homens públicos não podem ser julgados apenas por seu trabalho. O caráter é algo desejavelmente minimamente ilibado. Não me interessa as libertinagens do ex-ministro. Não me interessa suas relações extraconjugais, sua orientação sexual ou se ele já carregou malas de dinheiro acompanhado de belas acompanhantes. O trato da coisa pública sim. E cá entre nós: a vida pública do ex-ministro se transformou
[]`s Dwlads.


0 Comments:
Postar um comentário
<< Home