Entrevista exclusiva da semana – Gabriel Torres

Se você nunca ouviu o nome Gabriel Torres é porque:
1- Você nunca procuro um livro sobre hardware para comprar, ou você não se interessa por computadores.
2- Ou então, creio ser o caso mais provável, você se mudou para esse planeta nos últimos dias.
Como autor de inúmeros livros relacionados à informática e assuntos correlatos, Gabriel Torres é sem dúvida alguma o autor de livros técnicos mais lido no Brasil e na América Latina. Gentil e atencioso, Gabriel nos recebeu de braços abertos e nos concedeu via e-mail a entrevista exclusiva que você terá o privilégio de ler agora:
Olá Gabriel, para nós do blog LogonTV é um privilégio entrevistar você. Antes de tudo, muito obrigado pela sua atenção. Você é sem dúvida alguma o autor de livros técnicos em informática mais lido do Brasil e da América Latina. Conte-nos um pouco sobre os caminhos que levaram você a se tornar um escritor especializado em informática.
O prazer é todo meu, o blog de vocês é “show de bola”, muito bacana mesmo.
Bem, a pergunta é curta mas a resposta nem tanto, já que se mistura com a história da minha própria vida. Eu sou um aficionado por eletrônica desde muito pequeno. Aos oito anos de idade comecei a colecionar revistas de eletrônica (Be-a-bá da Eletrônica, Aprenda e Divirta-se com a Eletrônica, Saber Eletrônica, etc – aprendi muito com Apollon Fanzeres, Marcos Bêda, Newton C. Braga, etc), antes disso eu já comprava e montava circuitinhos elétricos mais simples. No meu aniversário de 11 anos ganhei meu primeiro computador, um TK85 e, no meu aniversário de 12 anos, ganhei meu primeiro computador “de verdade”, um Apple II plus. Nesta mesma época um tio começou a me ensinar, por correspondência, conceitos básicos de eletricidade e eletrônica, além de ter me dado uma caixa enorme (do tamanho de uma mala de viagem grande) cheia de capacitores, resistores, transistores, circuitos integrados, fios, diversos outros componentes e muitas revistas.
Em 1988 eu já conseguia consertar os defeitos mais comuns do Apple II e comecei a trabalhar com isso por conta própria. Neste mesmo ano um amigo meu me apresentou a uma escola técnica em eletrônica, Instituto de Tecnologia ORT, onde estudei de
Só que com a abertura do mercado 1992 fui obrigado a cair na real. O Apple II já estava morto no exterior e no Brasil só continuávamos usando ele por causa da reserva de mercado. Neste mesmo ano corri atrás para fazer estágio em empresas de manutenção de PCs para aprender mais sobre a arquitetura do PC e comecei a ler muito sobre o hardware do PC (incluindo uma apostila que era anunciada no jornal Balcão pelo então desconhecido Laércio Vasconcelos, que guardo até hoje com muito carinho), lembrando que nesta época o parque nacional ainda estava cheio de PC XT cuja manutenção envolvia ainda a troca de circuitos integrados.
Comecei a trabalhar por conta própria consertando PCs até que em 1993 o mesmo colégio onde tinha estudado me convidou para trabalhar lá meio expediente para consertar os PCs de lá (quando comecei a trabalhar lá quase metade dos PCs estava parada, em uma semana coloquei “ordem na casa”). Os alunos do curso de eletrônica, vendo o meu trabalho, logo pediram que eu formasse uma turma para dar aulas sobre como consertar computadores. Nesta mesma época um amigo que tinha estudado comigo (Marcelo Abramovitz) pediu para fazer um estágio comigo. Achei loucura, pois ele tinha conhecimento similar ao meu.
O Marcelo foi quem mais me estimulou a montar um curso de manutenção de micros e a escrever um livro. Nós pesquisamos os cursos existentes e descobrimos que faltava um curso do tipo “completo”, os cursos na época era de apenas 2 dias e ensinavam apenas montagem de micros. A exceção era um curso de nove meses no CEFET que era pouco prático, os alunos tinham aulas de eletrônica, por exemplo. Bolamos então o tal “curso de hardware”, com 1 mês de duração com aulas de segunda a quinta à noite (depois expandimos para 2 meses).
Para o curso precisava de material didático, mas não havia no mercado nenhum livro que fosse ideal para o formato do meu curso. Escrevi uma apostila em 1995 que acabei decidindo transformá-la em um livro, que acabou sendo publicado em 1996 com o título “Hardware Curso Completo”.
Nesta mesma época surgiu a Internet e logo fiquei maravilhado, e montei um pequeno site do Geocities para divulgar o meu curso, o meu livro e para postar as minhas colunas do jornal O Dia – com o lançamento do meu primeiro livro fui convidado para ser colunista do caderno de informática que o jornal O Dia estava planejando. Este site acabou evoluindo para o que é hoje o Clube do Hardware.
Não posso deixar de citar também o meu amigo Alberto Cozer, que foi quem me estimulou a profissionalizar o meu site, passando ele de um site pessoal para um site com conteúdo técnico.
Até que em 2000 o site e as vendas dos meus livros estavam indo tão bem que eu resolvi pedir demissão do Instituto de Tecnologia ORT e parar de dar aulas para trabalhar com aquilo que estava me dando mais prazer: escrever.
Um dos seus livros, Hardware Curso Completo, recebeu 4 edições. Como todos sabem as tecnologias evoluem muito rapidamente e em pouco tempo aquilo que era atual já não é mais. A ultima edição do Hardware Curso Completo é de 2001. Como você decide sobre qual é hora de atualizar os seus livros?
Você foi um dos pioneiros na utilização da web como forma de ampliar o contato com seus leitores. O site do Clube do Hardware está no ar desde 1996 e recebe diariamente a visita de milhares de internautas. Conte-nos um pouco sobre as estatísticas atuais relacionadas ao seu site.
O Clube do Hardware atualmente recebe a visita de 2,7 milhões de pessoas e imprime 14 milhões de páginas (pageviews) por mês. Só para você ter uma idéia, somos maiores do que muitos grandes e famosos sites internacionais, tais como o Xbitlabs (http://www.xbitlabs.com) e o The Inquirer (http://www.theinquirer.net). Pelo nosso tamanho, não somos somente o maior site sobre informática do Brasil e da América Latina, mas também um dos maiores do mundo.
Para você ter uma idéia melhor do tráfego que geramos, estamos usando atualmente cinco servidores dedicados, quatro deles com dois processadores Xeon de 3 GHz e 2 GB de RAM cada.
Quando você começou com o Clube do Hardware teve a oportunidade de estar em contato direto com milhares de leitores seus. Além disso, muitas pessoas conheceram primeiro o Clube do Hardware para depois comprarem seus livros. O site também se transformou em um bom canal de vendas?
Sim. Mas apesar de termos uma loja virtual e bons anunciantes e parceiros, acredito que ainda temos muito potencial inexplorado. Infelizmente os empresários brasileiros ainda são muito temerosos em terem um negócio 100% on-line e, principalmente, anunciarem em um site.
O fórum do Clube do Hardware é muito famoso. Como é feito o trabalho de gestão e organização do fórum?
Nós temos um administrador, o Daniel Barros que é, digamos assim, o “chefe” e 16 moderadores. Os moderadores trabalham de forma a colocar “ordem na casa”, movendo mensagens para os lugares corretos, acalmando os ânimos nas discussões mais acaloradas e ajudando os membros mais novos. Questões relacionadas à organização do fórum são decididas em conjunto através de votação.
Nós sabemos que é impossível gerir um site do porte do Clube do Hardware sozinho. Quem são os principais colaboradores seus nessa grandiosa tarefa?
Vamos separar o site em três: o site em si, o fórum e a loja virtual. Para o dia-a-dia do site: Cláudia Catherine (marketing), Rodrigo Chia (notícias e boletim), Cássio Lima (artigos e alguns testes), Daniel Barros (testes), Carlos Henrique (webmaster), Alberto Cozer (blog, quando dá na telha dele) e mais um amigo super tímido que é responsável pelos nossos servidores, fora escritores eventuais, como o André Gordirro e o Rafael Coelho, entre outros. Todos esses trabalham conosco de forma remunerada.
Para o fórum contamos com o Daniel Barros como administrador e uma equipe de moderadores que se dedica a “colocar ordem na casa” de forma não-remunerada apenas pelo prazer de participar de nossa comunidade. Nós temos atualmente 16 moderadores: Altieres Rohr (FallenHawk), André Ricardo Landim (cmax), Carlos Henrique Uchoa (Strider), Edvaldo Biancarelli (Red Beard), Elias Junior (Sombra_XXI), Fabrício (fcontato), Fernando Pinheiro, Fernando Victorino (red viper), Jose Carlos, Marcelo C Souza, Marcio Sell, Rafael Coelho, Rodrigo M Ramos, Rodrigo Teófilo (Rostev), Tarso Franchis (Phoenyx) e Vinícius Gimenes (Viny).
E quem toma conta da nossa loja virtual é o Adriano Góes.
Ou seja, temos atualmente 22 pessoas trabalhando no dia-a-dia do Clube do Hardware. Gostaria de ter mais, especialmente para nos ajudar com os testes, mas encontrar pessoas com o conhecimento técnico e que escrevam bem não é tão fácil quanto parece.
Em julho de 2001 você abriu um escritório em Taipei – Taiwan. Quais foram os motivos que levaram você a montar o seu primeiro escritório internacional e quais foram os frutos colhidos após essa iniciativa.
Foi graças a este escritório que passamos a ter visibilidade internacional. Passamos a conhecer todos os fabricantes e eles a nós, o que abriu as portas para o recebimento de mais material para testes e anunciantes, é claro. Ano passado nós decidimos que não precisávamos mais deste escritório e atualmente não temos mais representantes na Ásia.
Você auxiliou na formação de milhares de técnicos de hardware. Isso nos faz acreditar que o seu contato com as questões relacionadas ao mercado de trabalho é muito estreito. O que você pensa sobre o mercado brasileiro de manutenção de microcomputadores? Será que ainda é um bom negócio ser um técnico em hardware?
O Brasil ainda precisa melhorar muito na área de prestação de serviços, não só na manutenção de PCs. Além disso, a cada dia que passa mais gente compra computadores, o que aumenta a demanda por técnicos. Por isso acho este mercado um excelente negócio. Tem gente que acha que o mercado está saturado. Eu discordo. Acho que o mercado está saturado de profissionais ruins, para os bons profissionais o mercado é ótimo.
Só para explicar mais, o que diferencia o bom profissional do ruim são coisas como atendimento, orientação ao cliente, investimento na carreira através de cursos, leitura de livros e de sites como o Clube do Hardware, intercâmbio com outros profissionais, etc.
No Fórum do Clube do Hardware sempre existem testes e artigos relacionados às placas PCChips. Muitas pessoas têm verdadeira aversão a PCChips e tudo que ela fabrica. Por outro lado, é fato que uma imensa parcela da base nacional de microcomputadores é integrada com essas placas. Em sua opinião, como está hoje a qualidade dos produtos PCChips?
Melhorou muito. O que muita gente esquece é que PCChips é apenas a marca da ECS para produtos mais baratos. A qualidade da PCChips e da ECS é hoje absolutamente a mesma, em termos de processo de fabricação. É claro que os produtos são diferentes e não há como esperar de um placa de US$ 50 o mesmo desempenho de uma de US$ 150.
Eu particularmente acredito que as placas da PCChips são boas para o que elas se propõem, isto é, para PCs básicos de escritório. O problema é que tem muito usuário que compra essas placas para rodar games, e é óbvio que o desempenho não será o mesmo de uma placa topo de linha. O problema, ao meu ver, é quem está vendendo dar a orientação correta ao consumidor, isto é, o produto correto para a aplicação correta. Infelizmente, como eu disse, o Brasil ainda tem muita estrada pela frente, já que os vendedores em sua maioria são ainda menos qualificados que os técnicos.Como o escritor de livros técnicos em informática mais lido do Brasil e da América Latina era óbvio que a sua grande visibilidade traria para você alguns críticos. Isso é um fato que pode ser observado em alguns fóruns pela web. Como você lida com as críticas e seus desdobramentos?
Rindo.
Só para você ter uma idéia, no outro dia um camarada nos enviou um e-mail dizendo que um determinado artigo tinha um erro, mas não dizendo qual era o erro e onde estava. Perguntei em que parágrafo estava o erro e o que consistia o erro exatamente, e a resposta foi “tá tudo errado, é só ler”. Aí fica difícil, né?
Outros me acusam de “mercenário”, “vendido” e outras palavras de cunho similar, só porque temos vários anunciantes. Engraçado que quando rebatemos com a nossa resposta padrão “ok, a gente tira os anúncios e manda a fatura dos servidores para você pagar, basta nos enviar seu endereço” o pessoal some rapidinho.Acho que com a Internet ficou fácil falar qualquer besteira sem pensar antes.
Também há aquele velho pensamento “se é brasileiro, não presta”. Sou um dos poucos brasileiros na área reconhecido no exterior e o que o pessoal faz? Em vez de ter orgulho de termos finalmente um brasileiro que mostra aos gringos que aqui a gente não fala espanhol, não atravessa a rua de cipó nem mata cobra na rua, ficam criticando, como se ter sucesso fosse uma coisa ruim.
Olhando para o futuro, quais são as suas previsões para o mercado de informática no Brasil para os próximos 5 anos?
Não tenho bola de cristal, mas tenho uma opinião. Tudo vai depender do governo. Enquanto tivermos essa política de proteção de mercado onde custo de importação gira em torno de 100%, continuaremos a ser uma República de Bananas onde os fabricantes só se interessam em enviar produtos mais simples – aqueles que ninguém quer nos EUA, Europa ou Ásia.
Sinceramente espero que o novo presidente a ser eleito este ano mude alguma coisa. Do contrário, daqui a cinco anos estaremos exatamente no mesmo lugar.
Gabriel, o blog LogonTV agradece mais uma vez a sua entrevista e deixa aqui um elogio a você: nunca pensamos que alguém tão conhecido pudesse ser tão acessível e amigo. Deixamos aberto o espaço para as suas considerações finais.
Eu é que agradeço, as perguntas foram muito boas e é sempre um prazer poder falar um pouco mais sobre a minha trajetória e sempre terei tempo disponível para fazer novos amigos. Isso me lembra dois pensamentos.
O primeiro é de Jean Paul Getty, o empresário Norte-Americano que na década de 1960 era considerado o homem mais rico do mundo. Ele achava curioso como todo mundo o criticava por ele ser podre de rico, mas ao mesmo tempo ninguém chegava para ele e perguntava “Como você fez?”, “Qual é a sua história?”, “Você pode me ensinar também?”
O segundo é uma frase de Eric Berne, criador da Análise Transacional: “Quanto mais cedo você fizer novos amigos, mais cedo poderá dizer que tem velhos amigos”.
Para quem ainda não visitou o Clube do Hardware e deseja conhecer esse fantástico site é só clicar aqui.
Se você deseja comprar os livros do Gabriel Torres é só clicar aqui.
[]`s Dwlads


35 Comments:
incrivel como ngm comentou... puts... muito boa a entrevista... conheci o blog atravez do link citando a entrevista no CH.. parabens aequipe do blog e ao gabriel (que o site dele mesalvou de altas broncas com meu pc.. tanto na horade escolher alguma peca como p resolver problemas sempre procura la primeiro)...
Bem, faltou perguntá-lo por que a maioria dos reviews e notícias do site em relação a processadores é relacionada à Intel.
Olá Raphaelweir,
Em nome da equipe do LogonTV, agradeço o seu comentário e o elogio. É muito bom saber que o Clube do Hardware esclarece as suas dúvidas relacionadas ao seu Pc.
Olá Anônimo,
Tenho certeza que a equipe do Clube do Hardware responderá a sua pergunta com muita presteza, pois fomos muito bem atendidos por eles. Encaminhe a sua dúvida para:
outros@clubedohardware.com.br
[]`s Dwlads.
Bem, gostei bastante da entrevista. Também não conhecia o blog e gostei. Quero parabenizar ao pessoal do blog e, é claro, ao Gabriel, que parece ser uma pessoal de uma simplicidade louvável.
Com relação ao comentário do anônimo sobre as reviews, acredito que quem inova mais aparece mais. A intel está no futuro em relação a qualquer outra empresa que fabrique processadores.
Olá, legal a entrevista mesmo
Mas gostaria de colocar meu ponto de vista sobre o fórum, o qual eu ja participei por um bom tempo, e nunca neguei que me foi util durante esse tempo
Mas ja faz algum tempo que o fórum não tem o mesmo espírito, não é um fórum democrático, basta dar uma passada na area de comentários e sugestões para ver sempre as mesmas reclamações, tópicos trancados sem motivo aparente, discussões com moderadores que não sabem lidar com os usuarios, desprezo pela comunidade linux, e mil outros problemas que poderiam ser sanados apenas ouvindo um pouco os usuarios
Deixo aqui então o link para o fórum dos "descontentes" com a atitude do fórum clubedohardware, para quem quiser conhecer o outro lado desse fórum:
http://www.armbell.com/forum/index.php?mforum=roscaforum
PS: temos nesse fórum uma área sobre informatica, para que nós possamos nos ajudar quando os fóruns maiores não conseguem
obrigado
Santiago
Olá Luis otávio,
Obrigado pelo elogio. O Gabriel é realmente uma pessoa extremamente amiga e agradável. Muito obrigado.
[]`s Dwlads.
Olá Santiago,
Agradeço o seu comentário. Não é possível agradar a todos. Tenho certeza que da mesma forma que você não gosta do site outros gostam. É assim com quase todos os fórums da Web. Obrigado pelo link que mostra o outro lado da "história". Mas uma coisa eu digo: se o clube do hardware não fosse bom, não teria durado e prosperado durante tanto tempo ;)
[]`s Dwlads.
Nossa essa entrevista foi show de bola, parabéns a toda equipe do blog e ao Gabriel que a cada dia que passa surpreende mais a todos.
Também não conhecia o blog, parabéns mesmo, foi uma otima iniciativa! []'s p/ todos
Boa entrevista! O Gabriel é uma ótima pessoa realmente. Pena ter alguns poucos de mentalidade pequena e que não enxergam a grandiosidade desse cara.
Sobre esses "dissidentes" do fórum, é lamentável... São uma pequena parcela nos mais de 100.000 que, por não ter suas reivindicações, muitas vezes absurdas, atendidas, decidiram criar uma "facção" que tem como objetivo degradar o fórum de discussão do CDH. É simples, se não está contente com algo, e seu pedido não foi atendido, se retire. Agora atrapalhar quem quer participar é atitude de moleques. E infelizmente muitos lá já passaram dos seus 20 anos...
Parabéns ao blog pela iniciativa!
Dwlads, concordo contigo, muitos la gostam do fórum sim, mas o fato do fórum durar muito é porque sempre surgirão pessoas novas, conforme as mais antigas vão saindo... isso é normal e não há problema algum
o maior problema ao meu ver é com o fato da administração não conseguir lidar com problemas básicos do fórum, tratando com parcialidade alguns membros, destratando outros, e muitas outras coisas desse nivel. Ja foi o tempo em que tentamos ajudar o fórum com críticas construtivas, hoje ja nem tentamos mais
E Anônimo... o dia que você parar de se esconder a gente conversa
Olá João Wilson,
Obrigado pelo elogio. Ficamos muito felizes por você ter gostado do blog e da entrevista.
Olá anônimo,
A sua opinião reflete o que eu creio ser o pensamento da grande maioria dos usuários do fórum. Não fosse assim, o mesmo não faria sucesso.
Olá Santiago,
Entendo e respeito seu ponto de vista. O LogonTV é um espaço democrático que respeita as mais diversas opiniões. Obrigado por retornar ao blog e contrargumentar as minhas colocações. Meu ponto de vista você já sabe: acredito que o Clube do Hardware tem muito valor.
[]`s Dwlads.
Bom, eu saí do fórum do CDH e era um membro bastante ativo na seção de placas de vídeo. Quem é usuário antigo do fórum já deve saber exsatamente quem eu sou.
saí de lá porque o site adota uma postura completamente irresponsável não apenas no fórum, mas também no que diz respeito às reportagens.
Algumas "pérolas" daquele que se diz "CEO" do site:
- Dizer que quanto menor a placa, mais rápida ela é...comentário sem qualquer fundamento e até mesmo que não conhece nada de eletrônica percebe que algo está errado.
- Fazer overclock de forma totalmente irresponsável. Ele nunca adotou uma postura responsável em relação a overlock, fazendo-o de forma insegura, sem uso de termômetros sobre os mosfets e sequer usou em suas reportagens qualquer tipod e aparelho como amperímetro ou multímetro. Também sequer divulga sua metodologia em relação a overclock. Pior que isso: esse tipo de comportamento só tende a banalizar o overclock, dando uma sensação que é algo fácil e seguro de fazer, mas que na verdade pode trazer muitos prejuízos ao usuário "experimentador". Fora que o procedimento de não elevar a voltagem usada vai totalmente contra os procedimentos da obtenção de overclock e pode causar resultados equivocados em algumas peças projetadas pra operar com voltagens acima dos valores nominais (mesmo que não suportados oficialmente).
- Testes errados: ele publicou uma dezena de testes de placas gráficas totalmente equivocados, e só percebeu isso meses depois. Mas até aí quantos usuários basearam suas compras na opinião dele?
Minha conclusão disso tudo é que ele é um oportunista, numa época onde havia poucos profissionais de informática, ele sabia um pouco a mais que a grande maioria e isso fez com que ele ganhasse popularidade rapidamente. Hoje é possível ver a defasagem que o site enfrenta observando sites como o Anandtech, Drivenheaven ou o fórum do Xtremesystems.org
Enfim, uma pessoa dessas merece mesmo o espaço que tem?
O problema dos testes do gabriel torres é que ele não consegue escrever nada de interessante sobre a nova tecnologia que ele esta testando.
Na introdução todos os testes dele se resumem a foto da peça e descrição do que esta na foto.
No segundo momento dos benchemarks se resume a grafico de desempenho e logo abaixo texto dizendo exatamente o que o grafico demostra.
bom na minha opinião um materia que repete duas vezes a mesma informação é de total falta de originalidade e criatividade ou é feita para gente com problemas mentais que precisa de informação dobrada.. ora em texto ora em imagens.
Olá Fábio e Anônimo,
Sempre que eu encontro um erro em alguns review, envio um e-mail apontando o problema para o autor. Vocês tiveram esse cuidado nos casos citados? Creio que é sempre um bom caminho para que futuros erros e problemas não aconteçam.
[]`s Dwlads.
Sim, mas utilizei o fórum para isso. Até mesmo pra elogiar quando ele escrevia alguma coisa certa.
Mas tem coisas que não adianta eu ir lá e ficar citando erro por erro. São erros conceituais. E erros conceituais, como meu professor de sistemas computacionais diz, são erros que mostram despreparo e falta de bagagem técnica. Quanto a isso a questão não é da comunidade ir lá e corrgir, só depende daquele Sr. pegar uma pilha de livros e começar a estudar.
Pra ver como nível deles não é bom, é só comparar com as reportagens do pessoal da Revista PC&Cia (Editora Saber). Tá, estamos falando de duas mídias diferentes (internet e revista), leiam as reportagens da revista e percebam o cuidado técnico da equipe deles. JAMAIS você verá uma foto de alguém segurando uma placa-mãe no meio dela, muito menos colcando dedos nos circuitos, já que o risco de danificar a placa por ESD é enorme. Já começamos por aí, isso é um conceito básico que qualquer profissional sério de eletrônica conhece.
É aí que se percebe que a seriedade de uma pessoa dessas precisa ser colocada em cheque.
Olá Fabio,
como você me parece uma pessoa muito interessada e crítica, gostaria de lhe pedir um favor: em breve estarei publicando um review do mouse Razer Copperhead. Seus comentários e críticas serão bem vindos. Obrigado.
[]`s Wladimir.
Eu concordo com o Fabio, participei durante vários anos do CDH e ele já foi bem melhor e fazendo coro com o Fabio lembro de uma episódio em que o Sr. Daniel Barros comentava o gabinete Chieftec Cx, ele postou inúemras fotos do gabinete com os HD´S montados de forma errada, quando foi interpelado por alguns users disse que as fotos ficaram mais estéticas, ou seja, se alguém comprou um gabinete igual (e muitas pessoas compram os produtos que veêm lá) e olhou as fotos montou os HD´s de forma errada, agora me digam como vc pode considerar isso uma análise técnica de um gabinete se vc mostra fotos com uma montagem errada? realmente é de se lamentar isso e comparar o CDH aos xbitlabs, Anandtech, xtremesystems é no mínimo uma piada de mau gosto.
EU participo do CDH e acho o GT um gato...
Como sempre a corja do RF em peso comentando....
Bando de frustrados invejosos...
Difamação sem provas é crime.
oNDE FICA O xbitlabs?
ninguem aqui difamou o sr.GT, apenas falou a realidade que ele nao encherga... assim como quem segue ele
Esta postagem foi removida pelo administrador do blog.
Como sempre o lá vem o PESADO em todo seu peso falando mal da galera do RF...
Chamar pessoas de frustrados invejosos também seria difamação, se levássemos em conta seu distorcido ponto de vista que não diferencia críticas de dufamações, portanto, também seria crime.
Mas como já deu pra perceber, existem lugares pra pessoas com visão distorcida dos fatos, que não sabem admitir críticas.
Para todas as outras, existe o RF.
Ah!!!! gente vamos parar de brigar e vamos nos unir...qdo vcs entenderem que o GT é uma mega-gato vcs param de brigar e se unem a ele....beijos
Tudo que eu sei apreendi no CDH é um mega fórum para caras entendidos como eu não para esses burros do RF
Sim, estarei aguardando seu review do Razer Copperhead (que pelo visto é um belo mouse).
[]s
Dwlads,
Comentários com palavrões e ofensas pessoais serão excluídos. Esse é um espaço livre e democrático para o debate, mas o respeito é condição mínima para isso.
[]`s Dwlads.
O que viria a ser esse tal de RF?
parece ser um concorrente do site de Gabriel? seria isso?
Reverências ao meu Guru tecnológico!
Sou fã do Gabriel há anos... comecei com os livros dele e do Laércio... Na época era algo do tipo "como expandir seu 386/486 - LV" e "Curso Completo de Hardware - GT"
Muito boa a entrevista!
Olá, boa noite, sou André de curitiba, não conhecia o blog, vi o link so site do (b) CDH (/b) tb, como muitos aqui..
Realmente, a base dos livros do Gabriel Torres e do Laercio Vasconcelos é muito grande para muita gente hoje em dia, e achei muito interessante a entrevista, sempre com a humildade e humor do nosso amigo eheh :-)
assim como no site e forum. Parabéns msmo a todos e akele abraço ^^
Muito bom mesmo, educado e pelo visto muito esforçado.
Devo muito ao site dele.
;)
Gabriel é o mestre e merece muito respeito e consideração de todos os técnicos do mundo. Já me salvou diversas vezes, parece que ele pensa em escrever artigos com exatamente aquilo que eu preciso, com detalhes técnicos profundos, para quem quer ir ao X da questão.
Parabéns ao blog pelo reconhecimento do gabriel, e desejo cada vez mais sucesso ao blog e ao gabriel.
Boa entrevista, talvez uma das melhores já feitas com ele. É óbvio que o site tem valor, mesmo com a existência de deficiências. Num país onde a informação especializada é tão difícil de se conseguir, lugares como o CDH fazem a diferença pra muita gente. Apenas lamento descobrir que o GT parece ser mais um "antilula", como se as más escolhas na área da informática fossem motivo suficiente para descreditar o único governo que investiu nas questões sociais.
Porque o Gabriel Torres,fica rindo de uma pergunta e também fala que pra mim o Laercio Vasconcelos(O melhor entendendo de hardware no brasil),fala que ele é desconhecido,sabendo que tudo que ele sabe,ele aprendeu com ele mesmo pelo os livros e ainda por cima,o Laercio Vasconcelos e um dos mais famosos engenheiro eletrônico no brasil e futuramente no mundo!!!!!!!!!!!!!
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